domingo, 24 de janeiro de 2010


Sento-me , espero , respiro fundo !
Conto até dez mentalmente, da frente para trás, de trás para a frente , devoro um cigarro, dois ... e olho para o cèu , vazio , distante e frio ...
Distância , puro gasto de tempo .. dás por ti estás de novo lado a lado com aquilo de que mais foges ... Corre !
Medo , poder da mente que se apodera sobre ti e deliciosamente consegue que desistas de tudo em que acreditas e idealizas , enconstas-te a um canto e rezas , pedes , imploras para que se vá embora , parta sem olhar para trás.. Cais na ilusão do longe , quando estás mesmo perto

A saudade , tenho saudades de ti , de mim até de nós ... Tal e qual como choro , é a saudade de ti , o medo de nós e a distância de mim que possuem o meu frágil espírito que tu facilmente consegues partir aos bocados quando o tentas agarrar
Preciso de viver enquanto existo , para nao ter de existir enquanto ainda nao sei viver

Do cèu frio e ameaçador , cai uma gota , destemida que como em tons provocação me interrompe este meu momento comigo mesma , levanto-me e parto daquele banco ... afinal de contas á sempre quem se interponha entre o teu corpo e o teu espírito , quem te agarre e leve dali para fora ...

1 comentário:

  1. bem Débora , sem palavras que descrevam este teu conjunto de palavras :O

    muito bom , adorei .

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